Confiança é a base da relação entre corretor e imobiliária
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Confiança é a base da relação entre corretor e imobiliária

O trabalho do corretor é feito na maior parte do tempo longe das dependências da imobiliária. Afinal de contas, o profissional precisa estar na rua captando imóveis e atendendo os clientes. Isso significa que o trabalho é feito longe dos olhos do responsável pela imobiliária. Além disso, a conclusão de uma venda não acontece de forma tão rápida e os resultados costumam aparecer a longo prazo. Todos esses fatores podem levar à dúvida se o corretor está realmente trabalhando. Portanto, a relação entre os corretores e as imobiliárias deve ter como base a confiança.

O mais comum é que o corretor trabalhe como autônomo, muitas vezes em parceria com uma mais imobiliária, mas sem que seu emprego seja regido pelas leis trabalhistas. Isso significa que ele não tem direito a benefícios como férias e 13° salário e, também, não tem obrigação de cumprir jornada de trabalho. Porém, sua remuneração é baseada na produtividade. “A comissão é recebida por cada trabalho efetivado com sucesso e o corretor que não vende, a imobiliária não vai querer contratar”, afirma Elísio Cruz Júnior, presidente do Sindicato da Habitação de Pernambuco (Secovi-PE).

Ou seja, para o corretor, não há vantagens em fazer corpo mole, afinal de contas, é a sua produtividade que vai determinar o que ele vai receber.

E, mesmo que ele possa trabalhar sem vínculo com alguma empresa, a parceria é vantajosa porque dá mais credibilidade ao seu trabalho. De toda forma, existem algumas maneiras de o responsável pela imobiliária monitorar se o trabalho está sendo bem feito.

Hoje em dia, o avanço tecnológico tem se tornado um aliado efetivo nesta questão. “A maioria das imobiliárias tem controle com relatórios e com o controle de vendas. Hoje, inclusive, é mais fácil porque existem as planilhas no computador com dados como a quantidade de clientes atendidos, a quantidade de vendas e o motivo das não vendas”, ressalta Laudimiro Cavalcanti, diretor do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Rio de Janeiro (Creci-RJ).

Uma outra preocupação é o trato direto com o cliente, já que o corretor, mesmo trabalhando de forma autônoma, muitas vezes está vinculado ao nome de uma imobiliária. “O dono da imobiliária também quer saber se o cliente está sendo bem atendido. O marketing até costuma ligar para o cliente, para sentir a satisfação dele”, completa.

Se, no final, o corretor apresenta bons resultados e os clientes se mostram satisfeitos, dificilmente o responsável pela imobiliária vai desconfiar de que o trabalho não está sendo feito. Até porque os resultados positivos são importantes para os dois. “É uma relação de confiança para os dois lados. Se essa confiança se quebrar, é claro que não dá para continuar essa relação. O papel da imobiliária é captar imóveis para os corretores venderem e também captar clientes que comprem seus produtos. Ou seja, ele entrega o seu produto para que o corretor venda. E a confiança é a base de toda essa cadeia”, afirma Elísio Cruz Júnior.

 

Fonte: Zap.com.

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